* As casas eram construídas de forma uniforme e em certos casos tal padronização era fixada nas Cartas Régias ou em posturas municipais. Dimensões e números de aberturas, altura dos pavimentos e alinhamento com as edificações vizinhas foram exigências correntes no século XVIII. A finalidade desta padronização era garantir para as vilas e cidades uma aparência portuguesa.
* As salas da frente e as lojas aproveitavam as aberturas sobre a rua, ficando as aberturas dos fundos para a iluminação dos cômodos de permanência das mulheres e dos locais de trabalho. Entre estas partes com iluminação natural, situavam-se as alcovas, destinadas a permanência e onde dificilmente penetrava a luz do dia.
* As técnicas construtivas eram geralmente primitivas. Nos casos mais simples as paredes eram de pau – a – pique, adobe ou taipa de pilão e nas residências mais importantes empregava-se pedra e barro, mais raramente tijolos ou ainda pedra e cal.
* O sistema de cobertura, em telhado de duas águas, procurava lançar uma parte da chuva recebida sobre a rua e a outra sobre o quintal, cuja extensão garantia, de modo geral, a sua absorção sobre o terreno. A construção sobre os limites laterais, na expectativa de construções vizinhas de mesma altura, procurava garantir uma certa relativa estabilidade e a proteção das empenas contra a chuva, o que quando, não era correspondido, se alcançava através do uso de telhas aplicadas verticalmente. Assim abundância de mão de obra determinada pela existência do trabalho escravo, mas ausência de aperfeiçoamentos.
Este blog é resultante da disciplina de Arquitetura da História Ocidental ministrada pelo Prof. Dr. Caryl Lopes, do Mestrado Profissionalizante em Patrimônio Cultural da UFSM. O objetivo deste blog é retratar principalmente a arquitetura colonial brasileira urbana, que remonta 1530 a 1820. Além das casas urbanas haviam casas rurais, e estas também serão abordadas neste blog, porém nos deteremos mais nos aspectos que se referem ao período colonial urbano.
Cidade de Ouro Preto
Maquete Virtual da Arquitetura Colonial Urbana
Após compreender a teoria sobre Arquitetura Colonial Urbana, projetamos esta Maquete Virtual com o objetivo de apresentar de uma forma mais dinâmica o que representaria uma vila na época colonial.
(O projeto da maquete foi realizado com auxílio da JP CULTURAL LTDA ASSESSORIA MUSEOLÓGICA E CULTURAL, por meio da colaboração do Museólogo João Paulo Corrêa)
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
CURIOSIDADES DO dia a dia no PERÍODO COLONIAL
Nas casas não existia água encanada, desta forma os escravos buscavam nos rios a água do uso diário, ou seja, para beber, banhar e limpar louças e panelas. Os homens deslocavam-se até os rios para banhar-se e as mulheres banhavam-se em casa com jarras de barro. Mas o mais comum, para ambos os sexos, era os “lava-pés”, onde se lavava apenas os pés para evitar o temido “bicho-do-pé”. Também não havia banheiro nas casas e as necessidades fisiológicas eram feitas nos urinóis e depois jogadas no mar ou no rio. Quem transportava as necessidades eram os escravos, e as levavam até os rios. Esses escravos eram identificados devido ao forte odor que os barris exalavam.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O LOTE URBANO COLONIAL
A produção e o uso da arquitetura e dos núcleos urbanos coloniais baseava-se no trabalho escravo e o nível tecnológico era precário.
As vilas e cidades apresentava aspecto uniforme, como casas térreas e sobrados construídos sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos.
Não havia meio termo as casas eram urbanas ou rurais, as casas não possuíam recuos nem jardins.
Livro: Quadro da Arquitetura no Brasil
Autor: Nestor Goulart Reis Filho
As vilas e cidades apresentava aspecto uniforme, como casas térreas e sobrados construídos sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos.
Não havia meio termo as casas eram urbanas ou rurais, as casas não possuíam recuos nem jardins.
Livro: Quadro da Arquitetura no Brasil
Autor: Nestor Goulart Reis Filho
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